midiautoria

Midiautoria é um espaço para se falar sobre ser autor em uma sociedade midiatizada. Sentidos circulam nos/ por intermédio de diversos instrumentos tecnolingüísticos, constituindo efeitos de sentidos. Pensar, aqui, sobre as materialidades e suas potencialidades para um processo de autoria, que implica sempre heterogeneidade, acaba por nos colocar no movimento de ser autor.

Nome:

Doutora em Educação e estudiosa na área de tecnologia, em uma perspectiva discursiva.

19.11.07

Passos para uma Internet multilíngüe

Leia mais algumas informações,no portal da Unesco, sobre o workshop discutindo multilingüismo e Internet.

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8.7.07

GigaNet Symposium- Chamada trabalhos

A GigaNet(Global Internet Governance Academic Network) - cujo objetivo é promover o desenvolvimento da Governança da Internet como um campo interdisciplinar de estudos e facilitar o diálogo sobre políticas e assuntos correlatos entre diversas instâncias sociais - lançou uma chamada para apresentação de pesquisas em seu segundo simpósio, a ser realizado no Rio, no dia 11 de novembro. O prazo para submissão é 1 de agosto. Veja mais detalhes em www.igloo.org/giganet

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5.7.07

Processo preparatório IGF


Acompanhar as questões da governança é acompanhar o processo democrático.
Carlos Afonso

Importantes questões sobre Governança da Internet foram discutidas no 1o. Seminário para reflexão (03 e 04 de julho), dentro do processo preparatório para a reunião do IGF Rio 2007. O seminário foi organizado pelo Nupef/Rits, Direito GV, CTS/FGV e DiploFoundation, com o apoio do CGI.br e da Fundação Ford.

Apresento algumas anotações, correndo o risco da imprecisão. A Direito GV pretende publicar todos os trabalhos das mesas.

Alexandre Bicalho discutiu os modelos de governança, salientando o relevante papel do Brasil na idéia de um modelo que contemplasse as vozes de atores de diversas instâncias sociais - multistakeholders - configurando uma política de diálogo que seja multilateral, democrática e transparente. E isso como princípio de ação, não apenas em relação à Internet, mas princípio de um modelo global de governança. Assim, Bicalho considera fundamental a internacionalização do modelo de governança, no sentido de,por exemplo, discutir algumas questões estruturais que hoje são dominadas pela iniciativa privada e supervisionadas por apenas um governo. Bicalho destaca, então, a importância do IGF para apontar mecanismos apropriados para resolver as questões pertinentes à Internet, sendo não um fórum de discussão que se encerra em si mesmo, mas trazendo recomendações, mediante um documento que consolide as discussões, para gerar mais informação à sociedade.

Gustavo Gindre considerou que a Internet pressupõe diferentes interesses se contrapondo, não seguindo um leito linear, havendo um jogo de forças, o que significa que existe sim governança da Internet, trazendo implicações políticas, econômicas, sociais, já que cada vez mais as relações sociais se dão neste espaço. A questão que Gindre coloca é: governança de quem, para quem? Para Gindre, Túnis avançou, grande parte graças ao Brasil que enfatizou a noção de representatividade,os multistakeholders. Mas permanece o desafio: como a iniciativa privada, a sociedade civil terá representatividade na governança da Internet? A Internet está em constante mutação. Antes, mais uma mídia; hoje, fagocitando outras mídias. Portanto, a governança é mais complexa, porque, entre outros aspectos, toca em organismos internacionais diversos com suas lógicas próprias e toca em questões com regulações específicas nacionais. Assim, Gindre pensa um modelo de governança subdividido em camadas: infraestrutura, lógica, arquitetura, conteúdo.

Sérgio Amadeu inicia lembrando Castells, com a concepção de que sociedades que se beneficiam de quebras de hierarquias se dão melhor, constituindo uma sociedade em redes. Amadeu destaca que há exigências de normas para que uma rede converse com outra. Traz para discussão a questão dos padrões e protocolos, sendo esses antes vistos como tendo apenas relevância econômica, hoje, dado o cenário informacional, influenciam a cidadania, já que guardam decisões de grande impacto. A Internet pode ser concebida como um grande acordo entre camadas. Os padrões devem ser por consenso definidos, o que significa que não pode ser o do monopólio; deve haver espaço para novas possibilidades, inovação. Amadeu discorre sobre a relevância, em diversos níveis, do padrão ODF - interoperabilidade plena, aberto, público. Além disso, Amadeu critica fortemente o OpenXML, trazendo alguns exemplos de sua inconsistência.

Sérgio Rosa afirma que a Internet não é a solução para os povos, mas sim um meio de comunicação. Destaca a cultura do software livre como fundamental no Brasil. Entende que as questões da Internet, do IGF precisam ser mais popularizadas, não ficando restritas a grupos seletos que decidem.

Mais tarde apresento os outros participantes

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25.6.07

Multilingüismo no Mundo Digital - Continuando...

Só hoje consigo continuar a escrever. O evento durou a semana toda e, por questões técnicas, não consegui postar "ao vivo"!
19/06. Contamos com a relevante participação do prof. Eduardo Paiva - Professor/Pesquisador do Multimeios da Unicamp - que muito contribuiu com a discussão sobre a geração de conteúdo no âmbito do Projeto. Segundo Paiva, "a questão técnica não é a principal. Um conteúdo bem produzido e bem gerado determina a qualidade do produto. O desafio é a linguagem". Eduardo Paiva destaca que é preciso haver uma capacitação técnica e de conteúdo, trabalhando o como se expressar, especialmente se pensamos no rádio, quer seja nos moldes tradicionais, quer seja via Internet.

Os professores pesquisadores José Horta Nunes - Unesp, São José do Rio Preto; Monica Zoppi-Fontana - Unicamp (IEL) teceram considerações sobre seus projetos, trazendo idéias de atuação para o Projeto Multilingüismo.

No decorrer da tarde, os pesquisadores presentes discutiram modos de encaminhar as diversas idéias de projetos, sendo a idéia de criar programas de rádio fortalecida por todos, especialmente pela Teresa Cândolo, pesquisadora e locutora.

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17.6.07

Multilingüismo no mundo digital

O I Encontro Internacional Multilingüismo no Mundo Digital acontece a partir de segunda próxima - 18 a 22 de junho, na Unicamp, sendo promovido pela Cátedra Unesco Multilingüismo e Produção de Conteúdo em Língua Portuguesa no Mundo Digital cuja sede é no Labeurb (Laboratório de Estudos Urbanos). A Cátedra é presidida pela Pesquisadora Claudia Wanderley.
No dia 20, os pesquisadores participarão do Virtual Educa, discutindo os seguintes temas: o papel dos países de Língua Portuguesa da América, África e Ásia na Cúpula IberoAmericana para a educação; as relações entre as tecnologias de linguagem, o multilingüismo e a Língua Portuguesa; a rede digital e a circulação de conhecimento.
Participe!

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22.5.07

Liberdade de expressão e silêncio

Entendemos a liberdade de expressão como um direito. Quando sabemos que países impedem o acesso a determinados sites, vemos o controle da Internet se dando em seu sentido mais duro: o da censura. Salman (um dos integrantes da lista de discussão da coalizão dinâmica sobre Liberdade de Expressão) nos relata sobre um relatório denominado Silenced, desenvolvido por Privacy International and GreenNet Educational Trust, no qual há dados de que muitos países estão aumentando as restrições impostas quanto ao acesso e ao conteúdo na Internet. O governo da India baniu um fórum no Yahoo, por apresentar visões contrárias as suas; China e Arábia Saudita, em nome da segurança nacional, lançam mão da vigilância.
E Silenced me remete às palavras de Eni Orlandi:
"... a censura, vista aqui por nós não como um dado que tem sua sede na consciência que um indivíduo tem de um sentido(proibido), mas como um fato produzido pela história. Pensada através da noção de silêncio, como veremos, a própria noção de censura se alarga para compreender qualquer processo de silenciamento que limite o sujeito no percurso de sentidos. Mas mostra ao mesmo tempo a força corrosiva do silêncio que faz significar em outros lugares o que não 'vinga' em um lugar determinado. O sentido não pára, ele muda de caminho".
As formas do silêncio: no movimento dos sentidos. Campinas,SP: Editora da Unicamp, 1997.

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14.5.07

Quem constrói a Governança da Internet?


Vejam que imagem curiosa, presente no livro Internet Governance - Issues, actors and divides, escrito por Kurbalya e Gelbstein. A imagem foi copiada do ictlogy.net.
A imagem de um quebra-cabeça supõe já haver uma resposta predeterminada de quais serão os gestos precisos para que culturas tão diferentes possam interferir no que se pretende que seja a Internet.
Quem seriam os "operários" de capacete amarelo?

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10.5.07

WSIS - Um pouco de história

Em 1998, a ITU - International Telecommunication Union, apoiada pela ONU, começa os trabalhos para a abertura de uma reunião mundial para discutir a Sociedade de Informação. Em inglês WSIS - World Summit of Information Society, tendo sidos realizados em 2003, em Geneva e em 2005 em Túnis. Algumas temas postos em questão: acesso à informação, qualidade do conteúdo, legislação sobre uso e infra-estrutura da Internet, propriedade intelectual, o problema dos spams, entre outros. Um aspecto interessante desse processo é a participação de diversas instâncias da sociedade. Nas várias reuniões preparatórias de cada fase do evento, há participação via lista de discussão, na qual surgem rascunhos dos documentos com possibilidade de interferência dos membros da lista. Há também encontros presenciais. Por estes dias têm ocorrido encontros em Genebra e em Yale, para discutir sobre o Fórum da Governança da Internet que será realizado no Brasil, em novembro. Aí só vão alguns...

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