midiautoria

Midiautoria é um espaço para se falar sobre ser autor em uma sociedade midiatizada. Sentidos circulam nos/ por intermédio de diversos instrumentos tecnolingüísticos, constituindo efeitos de sentidos. Pensar, aqui, sobre as materialidades e suas potencialidades para um processo de autoria, que implica sempre heterogeneidade, acaba por nos colocar no movimento de ser autor.

Nome:

Doutora em Educação e estudiosa na área de tecnologia, em uma perspectiva discursiva.

12.11.07

IGF RIO

Estamos no primeiro dia do IGF. Na sessao de abertura, Mangabeira Unger destaca a importancia de se questionar o modelo de governanca que nao se baseia em um processo com a presenca de multistakeholders e que seja dependente de apenas um pais. Destaca ainda a necessidade de participacao da sociedade civil.
Sergio Rezende destaca a Internet como um bem publico, afirmando que o atual modelo de governanca deve ser repensado.Enfatiza os padroes abertos e os esquemas alternativos de financiamento como fundamentais.Sobre controle na Internet, afirma que controles abusivos que restrinjam a circulacao de datagramas devem ser evitados.
Nao pretendo aqui apresentar as falas de todos os estrangeiros da mesa (acho que tudo sera disponibilizado no site www.intgovforum.org), mas destaco a de Anriette da APC. Ela afirma que a Internet e um bem publico e que as questoes de governanca tambem devem ser consideradas de bem publico.
(A falta de acentos se deve a um probleminha na maquina).

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8.7.07

GigaNet Symposium- Chamada trabalhos

A GigaNet(Global Internet Governance Academic Network) - cujo objetivo é promover o desenvolvimento da Governança da Internet como um campo interdisciplinar de estudos e facilitar o diálogo sobre políticas e assuntos correlatos entre diversas instâncias sociais - lançou uma chamada para apresentação de pesquisas em seu segundo simpósio, a ser realizado no Rio, no dia 11 de novembro. O prazo para submissão é 1 de agosto. Veja mais detalhes em www.igloo.org/giganet

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5.7.07

Processo preparatório IGF


Acompanhar as questões da governança é acompanhar o processo democrático.
Carlos Afonso

Importantes questões sobre Governança da Internet foram discutidas no 1o. Seminário para reflexão (03 e 04 de julho), dentro do processo preparatório para a reunião do IGF Rio 2007. O seminário foi organizado pelo Nupef/Rits, Direito GV, CTS/FGV e DiploFoundation, com o apoio do CGI.br e da Fundação Ford.

Apresento algumas anotações, correndo o risco da imprecisão. A Direito GV pretende publicar todos os trabalhos das mesas.

Alexandre Bicalho discutiu os modelos de governança, salientando o relevante papel do Brasil na idéia de um modelo que contemplasse as vozes de atores de diversas instâncias sociais - multistakeholders - configurando uma política de diálogo que seja multilateral, democrática e transparente. E isso como princípio de ação, não apenas em relação à Internet, mas princípio de um modelo global de governança. Assim, Bicalho considera fundamental a internacionalização do modelo de governança, no sentido de,por exemplo, discutir algumas questões estruturais que hoje são dominadas pela iniciativa privada e supervisionadas por apenas um governo. Bicalho destaca, então, a importância do IGF para apontar mecanismos apropriados para resolver as questões pertinentes à Internet, sendo não um fórum de discussão que se encerra em si mesmo, mas trazendo recomendações, mediante um documento que consolide as discussões, para gerar mais informação à sociedade.

Gustavo Gindre considerou que a Internet pressupõe diferentes interesses se contrapondo, não seguindo um leito linear, havendo um jogo de forças, o que significa que existe sim governança da Internet, trazendo implicações políticas, econômicas, sociais, já que cada vez mais as relações sociais se dão neste espaço. A questão que Gindre coloca é: governança de quem, para quem? Para Gindre, Túnis avançou, grande parte graças ao Brasil que enfatizou a noção de representatividade,os multistakeholders. Mas permanece o desafio: como a iniciativa privada, a sociedade civil terá representatividade na governança da Internet? A Internet está em constante mutação. Antes, mais uma mídia; hoje, fagocitando outras mídias. Portanto, a governança é mais complexa, porque, entre outros aspectos, toca em organismos internacionais diversos com suas lógicas próprias e toca em questões com regulações específicas nacionais. Assim, Gindre pensa um modelo de governança subdividido em camadas: infraestrutura, lógica, arquitetura, conteúdo.

Sérgio Amadeu inicia lembrando Castells, com a concepção de que sociedades que se beneficiam de quebras de hierarquias se dão melhor, constituindo uma sociedade em redes. Amadeu destaca que há exigências de normas para que uma rede converse com outra. Traz para discussão a questão dos padrões e protocolos, sendo esses antes vistos como tendo apenas relevância econômica, hoje, dado o cenário informacional, influenciam a cidadania, já que guardam decisões de grande impacto. A Internet pode ser concebida como um grande acordo entre camadas. Os padrões devem ser por consenso definidos, o que significa que não pode ser o do monopólio; deve haver espaço para novas possibilidades, inovação. Amadeu discorre sobre a relevância, em diversos níveis, do padrão ODF - interoperabilidade plena, aberto, público. Além disso, Amadeu critica fortemente o OpenXML, trazendo alguns exemplos de sua inconsistência.

Sérgio Rosa afirma que a Internet não é a solução para os povos, mas sim um meio de comunicação. Destaca a cultura do software livre como fundamental no Brasil. Entende que as questões da Internet, do IGF precisam ser mais popularizadas, não ficando restritas a grupos seletos que decidem.

Mais tarde apresento os outros participantes

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14.5.07

Quem constrói a Governança da Internet?


Vejam que imagem curiosa, presente no livro Internet Governance - Issues, actors and divides, escrito por Kurbalya e Gelbstein. A imagem foi copiada do ictlogy.net.
A imagem de um quebra-cabeça supõe já haver uma resposta predeterminada de quais serão os gestos precisos para que culturas tão diferentes possam interferir no que se pretende que seja a Internet.
Quem seriam os "operários" de capacete amarelo?

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